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Veja enredos que marcaram o 1º dia do Grupo Especial do Carnaval de SP



Primeira noite de desfile das escolas de samba de São Paulo foi marcada por enredos que fizeram o público viajar pelo país e também por homenagens à cultura negra. Enredos sobre reinado africano, agricultura e Parque Ibirapuera marcaram desfile em SP TV Globo/ Reprodução O carnaval é como um gigantesco teatro em movimento. Na passarela, o tempo passa em quatro principais atos conduzidos pelos carros alegóricos. Um espetáculo que leva o público a viajar pelo Brasil e relo Mundo Carnaval 2024: veja mais notícias sobre a festa ao redor do Brasil Depois de 12 anos no grupo de acesso, as “cortinas” do grupo especial se abriram para o Camisa Verde e Branco. Antes mesmo do primeiro ato, todos já estavam emocionados. “É uma sensação inexplicável. Eu nunca tinha visto minha escola no grupo especial”, afirmou Jeniffer Fernanda da Silva Francisco, agente de recrutamento. Com um samba que homenageia Oxóssi, Orixá padroeiro da escola, o camisa exaltou diferentes reis da cultura negra ao longo da história. Entre tantos elementos cenográficos, o imperador que surgiu na avenida era de verdade. O ex-jogador da seleção brasileira Adriano conduziu a escola em um roteiro que passou pela Favela do Cruzeiro, no Rio de Janeiro, onde Didico nasceu, e por Roma, na Itália, onde ele ganhou o título de imperador. A Barroca Zona Sul não economizou no verde e rosa para comemorar na avenida os 50 anos da escola. E não tem como contar essa história sem dar uma passada no Rio de Janeiro. É que a Barroca só existe por causa da paixão de Geraldo Sampaio Neto, o ‘Pé Rachado’, fundador da escola, por uma outra verde e rosa: a Estação Primeira de Mangueira. Foi o sambista cartola que incentivou ‘Pé Rachado’ a ter sua própria agremiação em São Paulo. Edney Pedro, que também ajudou a fundar a escola, representou o amigo. “Meu amigo, meu mentor, meu mestre, meu mestre (…) Muita emoção representar esse grande homem, esse grande baluarte do nosso samba”, disse Edney. Ouro, luxo, riqueza material e cultural. O destino dos Dragões da Real foi os reinados africanos antes da chegada dos colonizadores. Uma África livre, abundante e potente. No começo do desfile, Exu abriu os caminhos da passarela do samba, no primeiro enredo afro da escola. “Muito importante fazer esse resgate. A Dragões é uma escola nova que vem com toda essa sua juventude, mas sem esquecer de onde o samba veio, de onde o samba começou”, afirmou Yohana Obyara, princesa da bateria. Na comissão de frente, 33 integrantes se revezavam na coreografia para representar a lenda de uma menina escolhida para liderar sua tribo. Também foi pelo continente africano a viagem da Independente Tricolor. A quarta escola a desfilar em São Paulo falou da força da mulher preta e contou a história das agogis, guerreiras integrantes do único exército formado apenas por mulheres. “É uma emoção muito grande estar representando um exército de mulheres pretas, guerreiras e quero honrar isso com muito amor e felicidade. Representatividade grande, trabalho muito grande”, contou Isabela Andrade David. No roteiro, passado, presente e futuro: o último carro trouxe guerreiras dos nossos tempos que, de alguma forma, impactam a sociedade em suas áreas de atuação. Um artesão abriu o primeiro ato da Acadêmicos do Tatuapé. Das mãos dele, saíam bonecos de barro. Apesar das cores serem uma característica muito marcante do carnaval, um carro alegórico veio monocromático. O tom avermelhado foi para reproduzir o barro e a ausência de cores não significa ausência de brilho na avenida. A caravela que transportou o público para a Mata de São João, na Bahia, foi um dos destaques. Ainda pelo Brasil, a Mancha Verde trouxe para o palco o interior que planta e que alimenta. É o sentimento que rega a escola. Juntos na avenida há 11 anos, Adriana Gomes e Marcelo Lima tiveram que se separar. Ele está se recuperando da dengue, mas fez questão de assistir. “Eu tô aqui do lado da Adriana, do lado da minha escola pra ser campeão e trazer boas energias”, disse Marcelo. Quem assumiu a missão foi Thiago, o atual mestre de sala. “Quarenta e oito horas de preparo, uma surpresa dessa’, revelou. Foi com união e carros alegóricos gigantes que a Mancha Verde passeou pelas várias riquezas do campo: a cana, o café, a soja e a agropecuária. O espetáculo da primeira noite de desfiles terminou num cartão postal de São Paulo. O parque Ibirapuera, que está fazendo 70 anos, foi o homenageado da Rosas de Ouro. A escola apresentou toda a diversidade do parque: os esportes, a cultura, a flora e a fauna. Com enredos sobre São Paulo a Rosas ganhou quatro dos sete títulos da agremiação. “A rosas de ouro é especialista em falar de São Paulo e a gente tem essa tranquilidade, sempre é sucesso, então a gente tá apostando nisso”. A escola fechou as cortinas do primeiro dia de desfiles lembrando de fazer uma das coisas mais importantes na avenida: brincar o carnaval! E assim, levou o público para uma última parada na viagem: o mundo da fantasia. Para Jane Silva, que assistiu ao espetáculo, o “Carnaval é mágico”. “A gente foge da nossa realidade, né. Às vezes tão triste e aqui esse mundo de fantasia”, completou Luciana Alves da Silva, funcionária pública.

Fonte: G1


10/02/2024 – Paraiso FM

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