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“Solidário” e “gratidão”: Nunes explica por que vai a ato de Bolsonaro


São Paulo — O prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), confirmou, nesta sexta-feira (16/2), que vai participar do ato convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no próximo dia 25/2, na Avenida Paulista.

A presença do emedebista na manifestação de apoio a Bolsonaro, após a operação da Polícia Federal (PF) que o investiga por suposta tentativa de golpe de estado, em 2022, havia sido antecipada pelo colunista do Metrópoles Paulo Cappelli.

Durante uma agenda conjunta com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), para entrega de moradias no Ipiranga, zona sul da cidade, Nunes foi questionado por jornalistas se iria ao evento na Paulista.

No início, ele hesitou, dando uma resposta evasiva. “Castro Alves tem uma frase muito bonita. A praça é do povo, o céu é do condor”, disse.

Após insistência da imprensa, ele admitiu irá ao ato pró-Bolsonaro e explicou o motivo. “Devo comparecer. A gente tem uma gratidão muito grande ao presidente Jair Bolsonaro”, afirmou.

Ao exemplificar os motivos da “gratidão”, o prefeito citou a negociação feita quando Bolsonaro era presidente que perdoou a dívida do município com a União em troca da transferência definitiva da área do Campo de Marte, na zona norte, para o o governo federal.

Em seguida, o emedebista afirmou que é preciso ser “solidário” a Bolsonaro porque o ex-presidente vai apoiá-lo na campanha pela reeleição neste ano.

“[Bolsonaro] deve me apoiar. Portanto, evidentemente, eu preciso ser também solidário e parceiro”, disse o prefeito.

Tarcísio já havia confirmado presença no ato do dia 25/2 e ambos disseram que devem ir juntos à Avenida Paulista.

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“Acho que a manifestação é algo de mais importante que tem no sistema democrático brasileiro. Que verdadeiramente defende a democracia. Tem gente que defende a democracia, mas só se gostar de quem eu gosto, se defender o que ele defende”, afirmou Nunes, sem especificar a quem se referia.

Nunes também elogiou Bolsonaro pelo fato de o ex-presidente ter pedido, no vídeo de convocação para a manifestação, para que as pessoas não levem faixas com críticas ou ataques “a quem quer que seja”. O prefeito disse que é necessário ter o país “apaziguado” e criticou pessoas que “parecerem querer transformar algo da democracia em algo que não seja”.

Nunes foi perguntado, então, sobre a investigação da PF contra Bolsonaro, ex-assessores e militares no suposto plano golpe de estado, em 2022. “A investigação é importante acontecer”, disse. “Você já está incriminado ele?”, completou, dirigindo-se a repórter que fez a pergunta.



Fonte: Metrópoles


16/02/2024 – Paraiso FM

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