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Malu: produção brasileira é elogiada no Festival de Sundance


Três gerações de mulheres se degladiam em combate emocional no filme de Pedro Freire, diretor brasileiro que acaba de estrear seu primeiro longa-metragem no Festival de Sundance, o maior evento de cinema independente dos EUA. Malu (Yara de Novaes), personagem central que dá nome ao longa, é uma ex-atriz que sonha em transformar seu lar num centro cultural para as crianças de sua comunidade, mas cuja dependência emocional ao passado a impossibilita de viver sem conflitos com a filha, Joana (Carol Duarte), e com a própria mãe, Lili (Juliana Carneiro da Cunha).

O conflito geracional entre essas três mulheres não se trata apenas de uma diferença temporal, mas também de um Brasil instável e com extremas mudanças políticas, especialmente em seu período de ditadura militar, que durou 20 anos. Malu carrega um caldeirão de ressentimentos dentro de si, mas foi ela, entre as três, que passou os anos de sua juventude se posicionando contra a repressão institucionalizada.

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Ser atriz em sua época não é a mesma coisa de exercer o ofício hoje em dia, como sua filha deseja. Só que a utopia que ela almeja não chegará nunca, e as demandas do tempo, incluindo a deterioração física, obrigam as três a viverem juntas, se aturarem e, quem sabe, cuidarem uma da outra. Não será fácil. Se a instabilidade agressiva torna Malu humana, também se transforma numa metáfora dos traumas que o próprio país sofreu na cronologia dessas mulheres.

Exibição em Sundance

Estiveram presentes na sessão do filme no Prospector Square Theater os produtores Tatiana Leite, da Bubbles Project, e Leo Ribeiro e Sabrina Garcia, da TvZero, as atrizes Yara de Novaes e Carol Duarte e o diretor Pedro Freire. O filme competiu na World Cinema Dramatic Competition, com première mundial no último dia 21 de janeiro. Além de sala cheia, a produção brasileira arrancou elogios da revista Variety, a publicação mais importante da indústria americana do entretenimento.

A maior parte dos elogios foi dividida entre as atrizes, especialmente Yara de Novaes. “O que a esplêndida De Novaes faz com essa façanha de atuação é ao mesmo tempo elétrico e monstruoso”, diz o texto. O diretor também foi lembrado: “Com uma locação e um punhado de atores, Freire produziu um filme que apresenta as mesmas peças de outros retratos familiares, mas se move com uma força singular”.

A obra, baseada na vida da mãe do diretor, deve estrear no Brasil ainda em 2024.



Fonte: Metrópoles


02/02/2024 – Paraiso FM

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