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Janones reclama de quebra de sigilo: “Causa estranheza”


O deputado federal André Janones (Avante-MG) usou as redes sociais para reclamar do pedido apresentado pela Polícia Federal (PF) ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela quebra do sigilo fiscal e bancário do político. A solicitação ocorre no âmbito do inquérito que investiga o suposto esquema de rachadinha no gabinete do parlamentar, caso revelado pela coluna de Paulo Cappelli, no Metrópoles.

“Me causa estranheza a PF pedir a quebra de meu sigilo fiscal e bancário, sendo que eu já os coloquei à disposição desde o início das investigações, e até hoje não fui sequer ouvido”, escreveu o parlamentar na rede social X, antigo Twitter.

Janones alegou ainda que um dos depósitos apontados pela PF teria sido realizado quando nenhum dos investigados trabalhavam no seu gabinete. “Mais estranho ainda é apontarem como “suspeito” um depósito feito quando nenhum dos assessores investigados trabalhavam mais em meu gabinete”, completou.

Confira a publicação do deputado federal:

Foto colorida de publicação de André Janones sobre suposto esquema de rachadinha - Metrópoles

Relembre o caso

Sem saber que estava sendo gravado, o deputado federal pediu para que os assessores dele utilizassem parte dos salários para quitar supostas dívidas de campanha de Janones.

“Algumas pessoas aqui, que eu ainda vou conversar em particular depois, vão receber um pouco de salário a mais. E elas vão me ajudar a pagar as contas do que ficou da minha campanha de prefeito”, disse o deputado.

A declaração teria ocorrido na sala de reuniões do Avante, na Câmara dos Deputados.

“Porque eu perdi R$ 675 mil na campanha. ‘Ah, isso é devolver salário, e você tá chamando de outro nome’. Não é. Porque eu devolver salário, você manda na minha conta, e eu faço o que eu quiser”, argumentou Janones.

Indícios de rachadinha

A PF apontou que há indícios de rachadinha no gabinete do deputado federal André Janones.

“Há ocorrência de depósitos fracionados realizados em conta de André Janones, como possível subterfúgio para burlar a identificação da origem desses recursos bem como a comunicação das operações em espécie à unidade de inteligência financeira, com a efetivação de, pelo menos, nove depósitos”, informou a PF ao STF.

Segundo a corporação, os depósitos teriam sido realizados entre 24 e 26 de julho de 2023.

A rachadinha é caracterizada quando um funcionário do político devolve parte do salário para o parlamentar ou secretários.



Fonte: Metrópoles


30/01/2024 – Paraiso FM

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