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Elenco de Luz, da Netflix, fez imersão com tribo indígena Kaingang


A Netflix lança, na próxima quarta-feira (7/2), sua primeira série brasileira voltada para o infantojuvenil, Luz, e busca aproveitar a transição dos jovens público da televisão tradicional para o streaming. Mas, além da mudança comportamental , série também explora outra característica da geração Z: o engajamento em causas sociais. Não à toa, a plataforma inseriu assuntos importantes, como a questão indígena, representada pela tribo Kaingang.

Aqui, diferente do que aconteceu na primeira temporada de Cidades Invisíveis, quando indígenas não participaram de uma série sobre o folclore brasileiro, a equipe e a produção desde o princípio colocou foco na representatividade de povos e comunidades tradicionais. Em Luz, o público conhece a estudante aventureira que dá nome a produção. A jovem, criada por uma família Kaingang, embarca em uma jornada em busca de suas raízes ao lado do amigo vaga-lume.

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Cláudia Di Moura foi responsável por interpretar Gá, uma mulher que atua como a líder do povo e recebe Luz (Marianna Santos), uma garotinha branca que perde os pais no dia de seu nascimento. Em conversa com o Metrópoles, a atriz comentou a importância da série jogar luz sobre às questões indígenas.

A atriz explicou que os indígenas estiveram no set e que a experiência foi de uma riqueza absurda. “É muito fascinante o fato de Luz jogar um holofote para essa questão, para essa visibilidade para a questão indígena, em especial para o povo Kaingang, que é a terceira maior população indígena no nosso país. Eles estiveram irmanados com os atores dentro e fora do set e eu me senti contemplada”, explicou.

Quebra de estereótipos

Daniel Rocha deu vida à Marcos, o professor da escola fictícia da série. O ator teve bastante contato com a tribo e brincou ao revelar que comprou muitos produtos dos Kaingang, como artesanatos e brincos. “Eu acho que a convivência com eles foi uma quebra de estereótipos, assim como a série. Foi incrível, uma relação ótima”, disse.

A protagonista da série expressou a responsabilidade de dar vida à Luz e explicou a sensação de levar uma parte da cultura brasileira para as telinhas. “Foi uma felicidade muito grande, porque o Brasil tem uma cultura muito rica. Mostrar um pouco para as pessoas e, principalmente, para as crianças da vivência dos indígenas é incrível, uma honra”.

Outro artista que teve um contato muito grande com os Kaingang foi Marcos Pasquim, que interpretou Baltazar, braço direito de Carlos (Celso Frateschi), avô de Luz. Ele revelou que o elenco teve uma aula para entender a vivência da tribo indígena.

“A gente teve uma preparação, assim como a floresta. A gente teve uma aula de como são as coisas na tribo indígena e foi muito legal. Tivemos indígenas verdadeiros da tribo Kaigang gravando com a gente. É muito interessante poder ter contato com essas pessoas, saber os cânticos, o vocabulário”, completou.

A série infantojuvenil, feita para a família assistir junta, ainda traz outros assuntos muito importantes para a discussão, como Dandara Albuquerque, que interpreta a diretora Isabela, uma mulher negra que assume um papel de liderança, Dora (Gabriela Moreyra) que dá vida à Dora e vai entendendo que vive uma relação tóxica, e a parentalidade dos indígenas em relação à Luz, que, “invertem a lógica da colonização ao adotaram uma menina branca”, como definiu Claudia Di Moura.



Fonte: Metrópoles


05/02/2024 – Paraiso FM

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