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Depois de quase 10 anos, pesquisadores registram seis espécies de tubarões ameaçadas de extinção no Litoral Norte de São Paulo



A Ilha de Alcatrazes, que faz parte de um arquipélago com o mesmo nome, é um refúgio da vida silvestre em São Sebastião, no sudeste do país. No Litoral Norte de São Paulo, depois de quase dez anos, pesquisadores conseguem registrar a presença de seis espécies de tubarões ameaçadas de extinção. Navegando mar adentro por 40 Km do litoral norte de São Paulo, ela se revela. A Ilha de Alcatrazes, que faz parte de um arquipélago com o mesmo nome, é um refúgio da vida silvestre em São Sebastião, no sudeste do país. “Ele assume o papel de ser um lugar de reprodução e de alimentação de uma grande quantidade de espécies inclusive ameaçadas endêmicas”, explica Kelen Luciana Leite, chefe do Refúgio Alcatrazes. Desde 2016, a área de proteção do arquipélago passou a ser de cerca de 700 km². No local é proibida a pesca e as visitas precisam ser autorizadas pelo ICMBio. E os efeitos desse controle maior para preservar a natureza já começaram a aparecer. Há dois anos, um trabalho coordenado por professores e alunos de universidades públicas de São Paulo tem registrado o aparecimento de espécies de tubarões no mar de Alcatrazes. Depois de quase 10 anos, pesquisadores registram seis espécies de tubarões ameaçadas de extinção no Litoral Norte de São Paulo Jornal Nacional/Reprodução “Registramos sete espécies de tubarões, seis delas ameaçadas de extinção. Então os nossos estudos têm mostrado que nos últimos anos o refúgio foi criado em 2016 e agora em 2023, 2024, a presença desses animais no arquipélago ela é muito mais presente”, diz o professor e pesquisador da Unifesp Fábio Motta. Essa novidade está sendo notada com o pessoal em cima, mas também com uma tecnologia submersa. Essa estrutura chamada de bruv tem câmeras atrás de uma isca colocada para atrair os animais que estiverem pela vizinhança do arquipélago. Os pesquisadores traçam uma malha de monitoramento deixando os equipamentos em 36 seis pontos da área de refúgio de Alcatrazes. Depois de uma hora embaixo d’agua, eles são puxados de volta e os registros feitos mostram o que não se via há muito tempo. “A gente tinha um ou outro registro, uma ou outra pessoa que falava ‘ah, eu vi uma nadadeira’, mas nos equipamentos a gente não registrava, nas filmagens dos bruvs a gente não registrava, mas agora isso tem sido frequente, tanto as avistagens do pessoal falando, relatando as nadadeiras pela superfície, quanto das filmagens dos bruvs debaixo d’água”, conta Fernanda Rolim, pós-doutoranda da Unifesp. O aparecimento dos tubarões é um sinal de que o ambiente está beneficiando as espécies que vivem no local. “A presença de grandes predadores no ambiente marinho é um indicador de saúde dos oceanos. Então, a presença desses animais indica que o efeito da proteção, a expansão da área protegida e os esforços de fiscalização foram importantes pra recuperação dessas populações de tubarões”, acrescenta Fábio Motta.

Fonte: G1


13/02/2024 – Paraiso FM

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