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Após morte de Navalny, jornalista russa vive escondida e teme ser a próxima vítima: 'Não tenho residência fixa'


Em uma conversa online, a jornalista Elena Kostyuchenko diz que está fora da Rússia, mas não revela onde. Após morte de Navalny, jornalista russa vive escondida e teme ser a próxima vítima: ‘Não tenho residência fixa’ A um mês das eleições presidenciais na Rússia, que podem levar Vladimir Putin a um quinto mandato, o principal adversário dele morreu dentro de uma prisão, num dos lugares mais isolados do país. Alexei Navalny entrou para uma lista cada vez maior de opositores de Putin que morrem em circunstâncias misteriosas. A repórter Sonia Bridi conversou com uma jornalista russa que conhecia Navalny, e que vive escondida com medo de ser a próxima vítima. O último registro do principal opositor de Putin ainda com vida foi um dia antes de morrer. Alexey Navalny apareceu, da prisão, numa audiência online. Dentro do que parecia uma jaula, riu e debochou do juiz. Condenado a 19 anos na prisão, cumpriu três. “Ele ficou preso 1124 dias. Não em qualquer prisão, mas nas piores condições, onde era punido por mau comportamento. Era uma tortura contínua. A saúde dele obviamente estava deteriorada”, diz Elena Kostyuchenko. Em uma conversa online com o Fantástico, Elena diz que está fora da Rússia, mas não revela onde. Ela se muda a cada mês de país, de continente. A jornalista trabalha para o Novaya Gazeta. O editor do jornal foi um dos ganhadores do Nobel da Paz em 2021. Seis de seus jornalistas foram assassinados na Rússia. “Eu não tenho residência fixa, por questões de segurança”, afirma. ‘Não foi uma escolha’, diz Elena sobre Navalny ter voltado para Rússia Elena ainda fala sobre a grande questão em torno da decisão de Navalny de voltar para a Rússia, mesmo sabendo dos riscos e mal recuperado de uma tentativa de envenenamento. Para a jornalista, “não foi uma escolha”. “Não foi uma escolha, como se ele tivesse parado para pensar sobre isso. Ele disse que nunca discutiu isso direito nem com a própria mulher e seus aliados. Para todo mundo era óbvio que ele voltaria. E ele voltou”, diz. Em janeiro de 2021, seu retorno foi um acontecimento visto pelo mundo todo. No desembarque ele mal se despediu da mulher e foi levado. Transferido de uma prisão para outra, até chegar à Lobo do Ártico, passou mais de 300 dias na solitária. A morte foi descrita pelas autoridades como súbita. Os aliados de Navalny dizem que nada do que o governo diz é confiável. Enquanto os russos se arriscam botando flores em lugares públicos – centenas já foram presos – a família tenta recuperar o corpo e fazer uma investigação independente. “Meu colega na Nova Gazeta falou com um dos prisioneiros e ele contou que os preparativos para a “morte súbita” começaram na noite anterior. Ele foi assassinado. Mas não sei como podemos provar, se não entregam o corpo à família”, afirma a jornalista. O jornal Novaya Gazeta Europa publicou hoje que o corpo de Navalny está num hospital na Sibéria. E que uma fonte não identificada disse que ele tem hematomas compatíveis com convulsão e com massagem cardíaca para ressuscitação. Pela primeira vez, Lula comentou morte de Navalny Antes de deixar a Etiópia, o presidente Lula comentou – pela primeira vez – a morte de Alexey Navalny. Ao contrário dos Estados Unidos e de países europeus, que responsabilizaram o governo russo pela morte do líder de oposição, Lula disse que é preciso esperar a investigação para saber a causa da morte. O corpo de Navalny ainda não foi entregue à família. “Vamos acreditar que os médicos legistas vão dizer: ‘O cara morreu disso ou daquilo’. Para você fazer o julgamento. Porque, senão, você julga agora que foi não sei quem que mandou matar, e não foi. E, depois, você vai pedir desculpas? Para que essa pressa de acusar alguém? Sabe quantos anos eu estou esperando o mandante do crime da Marielle? Seis. E não estou com pressa de dizer quem foi que matou, eu quero achar. Quando achar, vou dizer: ‘Foi fulano de tal’. Não quero especulação”, diz o presidente do Brasil. Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1, Globoplay, Deezer, Spotify, Google Podcasts, Apple Podcasts e Amazon Music trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo. PRAZER, RENATA O podcast ‘Prazer, Renata’ está disponível no g1, no Globoplay, no Deezer, no Spotify, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, na Amazon Music ou no seu aplicativo favorito. Siga, assine e curta o ‘Prazer, Renata’ na sua plataforma preferida. BICHOS NA ESCUTA O podcast ‘Bichos Na Escuta’ está disponível no g1, no Globoplay, no Deezer, no Spotify, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, na Amazon Music ou no seu aplicativo favorito.

Fonte: G1


18/02/2024 – Paraiso FM

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